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Quero ser Nova Zelândia

Quero ser nova Zelândia

Publicado por em 30 de março de 2014

 

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Empréstimo – doação para países africanos – uma nova será feita, voltada para a Educação; doação de quase 1 bilhão para porto em Cuba; compra de refinaria Pasadena – vale 42 milhões de dólares, porém pagou-se 1 bilhão e duzentos milhões – há multas antigas agora cobradas, aumentando o rombo. Refinaria Abreu e Lima, projeto desenvolvido com estatal Venezuelana; viva Maduro – dirá o planalto, sem sequer temer que o ouçamos! Orçada em US$2, 5 bilhões, sairá mais de 18 bilhões – até agora. O Brasil está sendo dilapidado – suas riquezas entregues agora, como antes, como sempre.

Se um cliente pergunta a um bom advogado se deve fechar um negócio às pressas, ouvirá que todo negócio que requer pressa deve ser alvo de muito mais atenção. Pois Pasadena foi comprada em 20 dias, porque o prazo para análise era ‘limitado’. Compramos ouro de burro.

Os estádios consomem dinheiro à solta. O de Brasília, por exemplo, está em 2 bilhões. Que jogos importantes ocorrem lá, a não ser as jogadas políticas tão nossas conhecidas e repudiadas?

E os entornos, que em nenhum dos casos, nada ganharam em melhorias? E nossos transportes e vias, trazendo caos nunca antes vistos na história deste país?

Falta água. Não chove, não tem água. Em pleno século XXI, ainda dependemos da chuva. Seremos um país de joelhos implorando aos céus pelo santo líquido? Temos água de sobra, porém desperdiçamos mais do que o mais pobre dos países em rios.

E o que falar nos empréstimos compulsórios feitos há vários anos, em tese para melhoria das refinarias e da distribuição da luz? Nada foi feito, mas prometeram até mesmo devolver o dinheiro pago por cada cidadão. Fato é que vamos  pagar ainda mais pelo que jamais foi executado, e que, segundo declaração do Senhor Lobão (lá fora, por certo, pois o brasileiro não merece ouvir verdades, e lá fora as pessoas não engolem as mentiras de nossos políticos), ainda deverá sofrer ajustes – tipo, assim, racionamento – mas tudo só após as eleições de outubro, claro.

Por enquanto, a tática é dividir o povo. Nós contra eles, eles sendo qualquer um que contrarie as idéias de Brasília. Não temos um líder de verdade, pois a função de um líder é harmonizar, unir, reforçar toda a nação através de um trabalho sábio e escorreito, para levar o país ao topo das nações. Não alimentar ódios, dor e ressentimentos, acarretando violência civil. Não atuar mal e sem seriedade e terminar sendo o país rebaixado, por inépcia política.

A Petrobrás, que perdeu metade de seu valor (todos sabemos a razão), começa a derrubar seus diretores políticos, lutando para sanear nossa empresa gigante. Ora, uma empresa de seu porte precisa de diretores técnicos – com sabedoria de ponta. Políticos devem fazer política (no seu sentido verdadeiro, trabalhando pela polis – cidade). E ladrões devem ir para a cadeia. Cadeia de fato.

Distribuir 718 equipamentos a prefeitos neste primeiro trimestre contra 71 no primeiro trimestre do ano passado é mera jogada política de Brasília. Anos eleitorais, aliás, são tempos de pura fantasia. E tudo porque somos um povo de memória curta, pelo que cabe fazer tudo bem perto das eleições. Ainda que venha o dilúvio após outubro.

No rio, o ouro, qualquer que seja o monumento, vira pó, abandono, lixo. Como membro da Academia Carioca de Letras, situada na esquina de Augusto Severo com o Passeio Público, passo toda semana pelo local, e tenho vontade de chorar ao testemunhar o descaso de nossas ‘autoridades’ para com nossas riquezas. O antigo automóvel Clube, parte da história da cidade que completa 450 anos em 2015, de bela arquitetura e outrora uma beleza também em seu interior, está às traças, se deteriorando cada vez mais rápido, pois nada destrói tão rápido quanto o desamor. Nossos políticos, em resumo, odeiam a cidade, os cidadãos – talvez a si mesmo. Há toda uma patologia nessas pessoas que fazem o oposto do que deviam. Uma vergonha que encolhe o país.

Por essas e outras, sonho em ser Nova Zelândia. Ver o Brasil com seus índices mínimos de corrupção e índices máximos de cultura e honestidade. Quero conhecer os benefícios do respeito às leis (é bom, sim, respeitar a lei, por isto fiz Direito) e, sobretudo, do perfeito uso do dinheiro público.

Público quer dizer do povo, repito até cansar.

Quero ruas limpas, escolas e hospitais de boa qualidade. Sem a mínima tolerância para desvios éticos. Sem corrupção, pois lá, corrupção dá cadeia. Quero o aprimoramento constante das instituições, justamente para evitar cair nas garras da infeliz e contagiosa corrupção.

Nem é tão difícil. Basta colocarmos nos postos públicos pessoas qualificadas técnica e educacionalmente. Basta estabelecer metas para os cidadãos em cargos de chefia. Cumpriu as metas de sua função, permanece; não cumpriu, é substituído. Basta que lhes tiremos o poder de decisão sobre o próprio salário, e não como funciona aqui, onde nossos ‘garbosos’ e pródigos políticos vivem se ofertando aumentos de salário. Basta que nossos políticos, através e emendas parlamentares, não distribuam dinheiro para suas bases eleitorais, o que acaba mesmo é em ‘falcatruas’. Para receber dinheiro de obra para seus eleitores, são necessários argumentos convincentes. E sérios. Basta reduzir a burocracia. A burocracia vende ‘jeitinhos’, facilidades, ou seja, a corrupção. Basta punir cada desvio de conduta; punir mesmo, não dando espaço à impunidade. Basta incentivar construtoras eficientes e honestas – construindo casas para todos – e punir sobrepreços. Punir de verdade. O verdadeiro é inimigo da farsa.

Parece muito, mas basta começar para se empolgar e entrar no ritmo. E fazermos o melhor gol: do sucesso e do respeito internacional.

Por enquanto, querer ser Nova Zelândia não passa de sonho. Mas, se dermos o pontapé inicial na educação de qualidade, seremos o que bem quisermos. Sem chance para adversários. Ainda mais se corruptos. Serão expulsos de campo, de imediato.

Por enquanto, fazemos gol contra. Rodrigo Kelton, menor de 14 anos, vivia na rua, fugindo de uma família com problemas de drogas. Regatado, passou 3 anos na associação O Pequeno Nazareno. Ali, viram que era bom jogador de futebol, o menino se desenvolveu, e, renovado, foi devolvido à família aos 14 anos. A rua, porém, não perdoa. De volta ao ambiente que o afugentou antes, cometeu infração, foi punido pelas autoridades; voltou à instituição e terminou escolhido para capitanear o time de futebol Da seleção infantil da Taça Mundial do futebol Criança de Rua, que tem 19 países competindo. (há muitos outros países com crianças em estado de abandono). Rodrigo Kelton foi assassinado em Fortaleza com 5 tiros. Perdeu, Brasil, perdeu. Pode até sediar a Copa, mas quem não cuida de suas crianças já perdeu.

A única saída é desejarmos todos ser Nova Zelândia, enquanto há tempo.

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Em 04 de Janeiro, xiwwdirvfq comentou:

Miriam Halfim
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Miriam Halfim escreve contos e,
após estudar com João Bethencourt
e Renato José Pécora, dramaturgia.

Agenda

  • 04/12: Ecos da Inquisição

    A peça está em cartaz no CCJF: Avenida Rio Branco 241, Cinelândia, RJ. De sexta a domingo às 19h. Desde 4 de Dezembro até 07 de Fevereiro de 2010. O espetáculo tem o patrocínio da Eletrobrás e a direção do premiado Moacir Chaves. 

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